AP.: Spreepark - Germany

A nossa exploração (ainda que virtual) revelará mais do que montanhas-russas enferrujadas: um grande parque jurássico, habitado por dinossauros de plástico em grande escala, que quase parecem estar vigiando o parque – ou o que restou dele.

Bem Vindo a Spreepark!


Aberto em 1969, Kulturpark Plänterwald - como era originalmente conhecido - era o único parque de diversões a leste ou a oeste de Berlim (na época, a Alemanha ainda era dividida). Era também o único parque fixo na zona soviética da Alemanha.

Em 1991 Kulturpark Plänterwald mudou de nome e transformou-se em Spreepark. O parque chegava a receber 1,5 milhões de visitantes por ano! No entanto, desde a queda do muro, em 1989, seu declínio começou.

Mas o custo para abrir novas atrações e mudanças/reformas das já existentes foram motivos que contribuíram para grandes dívidas em 1999. Spreepark não teve outra opção a não ser aumentar o preço dos ingressos, mas isso apenas espantou os potenciais candidatos à emoção. Em 2001, o número de visitantes caiu para 400 mil e o parque de diversões declarou-se incapaz de pagar as dívidas.

Em uma reviravolta que orgulharia qualquer montanha-russa, o dono do parque e a família fugiram para Lima, Peru, deixando para trás uma dívida enorme de € 11 milhões (11 MILHÕES DE EUROS!). Com eles, foram enviadas seis atrações do parque original, que as autoridades ingenuamente acreditavam estarem sendo enviadas para reparação. Em 2004, depois de uma tentativa fracassada de montar outro parque de diversões em Lima, o dono de Spreepark foi encontrado e condenado a sete anos de prisão (por tentar contrabandear cocaína do Peru para a Alemanha através das peças de um dos brinquedos!).

E o ato final desse bizarro e tumultuado passeio de montanha-russa foi o abandono de Spreepark, deixado para apodrecer entre as folhas e árvores de Plänterwald. Suas montanhas-russas enferrujadas e abandonadas, prédios tampados e o que restou das outras atrações deixadas apenas para os pássaros e ratos para desfrutar.


A montanha-russa, com seus carros ainda alinhados, aguarda ansiosa para mergulhar nas mandíbulas
escancaradas de um gato/tigre de aparência temível. O barco viking abandonado ainda espera os corajosos marujos. A roda-gigante ainda reina imponente sobre o parque, com seus 45 metros e suas 36 cabines implorando para alguém subir. Enquanto os dinossauros continuam a “vagar” livremente, guardando e protegendo o parque abandonado, bem no meio de Berlim.  






Próxima parada: Six Flags em Nova Orleans - EUA

AP.: Gulliver's Kingdom - Japan

Embora o Japão tenha vários parques de diversões abandonados e estranhos, acredito que Gulliver’s Kingdom, parque temático baseado no conto clássico de Jonathan Swift, mereça ganhar destaque...

Bem Vindo a Gulliver's Kingdom!


Gulliver’s Kingdom (ou Reino de Gulliver, se preferirem) ficava a cerca de 2,5 horas a oeste de Tóquio, aos pés do famoso Monte Fuji. A atmosfera surreal, formada pela exuberante paisagem montanhosa do Japão misturada à velha cultura de contos de fadas europeus, faria a viagem valer a pena.
O parque era um espetáculo para a visão: havia um navio pirata, três aldeias distintas, um tobogã, um magnífico lago, e um sistema de trem em miniatura, lojas de presentes (abastecidas com brinquedos e bugigangas), jogos e atrações.

O parque foi inaugurado em 1997, mas foi apenas um exemplo de projeto tipo "ponte para lugar nenhum". Sua construção foi defendida pelo governo japonês e o setor bancário na década de 90, buscando criar alguns postos de trabalho de construção a curto prazo, mas rendendo pouco emprego permanente.


Embora o sopé do Monte Fuji pareça um local ideal para um parque temático, não era exatamente o caso para o Reino de Gulliver. A área de Aokigahara, onde o parque foi construído é conhecida no Japão como "floresta do suicídio" ou “Sea of Trees” (parece ser o segundo local mais popular do mundo entre os suicidas, depois da Golden Gate Bridge de São Francisco – EUA). Como se uma floresta de suicídio não foi suficiente, o parque também ficava perto da aldeia de Kamikuishiki, famosa por ser o local da sede da seita Aum Shinrikyo (que em 1995 realizou um ataque mortal com gás Sarin no metrô de Tóquio).

Aokigahara, ou Sea of Trees
Enfim. O parque foi fechado em 2001 (pouco tempo na ativa, não?), por uma série de fatores (falta de pagamento aos empréstimos bancários, falta de visitantes, fraca venda de ingressos... até que findaram as finanças do parque). O Reino acabou sendo desmembrado. E a principal atração do parque, o corpo gigante (de 147 metros de comprimento) de Lamuel Gulliver continuou amarrada e pregada ao chão, esquecida e abandonada. O imenso Gulliver de concreto continuou descansando à sombra do Monte Fuji (exposto a sol, chuva, grafiteiros...) até que seus restos em decomposição fossem demolidos em 2007.




Próxima parada: Spreepark, em Berlin, Alemanha.

(imagens retiradas da internet)

AP.: Okpo Land - South Korea

A nossa próxima parada poderia ser um bom cenário para uma boa história de terror, ou pelo menos de lendas de lugares mal assombrados, devido ao trágico passado. Este parque esconde uma triste história...

Bem-Vindo à Okpo Land!


Okpo Land foi um dos mais famosos parques de diversões da Ásia. Localizava-se em Okpo-Deng, na Coréia do Sul. Mas o parque não era nenhuma Disneyland... Abrigava apenas um punhado de opções de brinquedos: uma montanha-russa, uma piscina e alguns edifícios para jogos e banheiros.

No entanto, ser o único parque de diversões em uma ilha deu à Okpo Land uma vantagem. O parque foi popular e rentável em seus primeiros anos, mas, na década de 90, as coisas começaram a mudar.

Havia um circuito montado, cujos carrinhos possuíam o desenho de pato. O passeio temático nos patos era uma das principais atrações do parque, mas ficou conhecido por ter causado pelo menos uma fatalidade nos anos 90. O proprietário de Okpo Land não ofereceu nenhuma compensação, explicação ou pedido de desculpas à família da vítima. Na verdade, o parque e o passeio fatal continuaram a operar até 1999, quando a atração ceifou uma segunda vida. Um dos carrinhos descarrilou e capotou. A jovem foi arremessada para fora do carrinho e encontrou a morte na calçada abaixo do brinquedo.
O brinquedo fatal, deixado intacto.
O proprietário do parque desapareceu durante a noite, deixando outra família sem compensação ou pedido de desculpas. O parque enfim foi fechado em 1999, depois de ser considerado inseguro.

A música parou, a diversão acabou, as atrações fecharam e o parque caiu no silêncio profundo e desolado. Após o fechamento, Okpo Land foi abandonada e as atrações foram deixadas no lugar em que estavam, intactos. Por mais horrível que pareça, o carrinho onde a criança caiu para a morte também foi deixado no local, da mesma forma, pendurado sobre os trilhos.

Okpo Land foi deixada em ruínas. Ao longo dos anos, a paisagem começou a ultrapassar os limites do parque e a tomar conta das atrações abandonadas. Galhos torceram-se sobre o esqueleto da montanha-russa. O mato brotou entre os carrinhos de bate-bate. O metal enferrujou e pintura descascou. Ainda assim, o parque permaneceu no topo da colina há mais de uma década, onde se tornou um local favorito para grafiteiros e exploradores urbanos.

Tornou-se conhecido como parque de diversões abandonado da Coréia do Sul. Isso até 2011, quando o parque foi finalmente demolido e o terreno colocado à venda.





Próxima parada: Gulliver's Kingdom, no Japão.

(imagens retiradas da internet)

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Uma garota aparentemente "normal", que curte anime e mangá, e gosta muito de desenhar, ler e ouvir música. Uma garota apaixonada pela vida. Se alguém quiser saber mais, basta perguntar. Minhas páginas na Web: http://marilpatinha.deviantart.com/ http://llamastic.tumblr.com/
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